TESTIMONIO DE ELISABETE MARÍA ROBALO DE OLIVEIRA RODRIGUES
RECIBIDO EL 12-11-2007, DE PORTUGAL.

TESTEMUNHO DO ESCORIAL
A Senhora que me curou é Linda

Andava muito, muito doente. Tinha sido submetida a uma intervenção cirúrgica muito delicada em 14/05/2003 e após um mês e meio de recuperação, surgiu-me uma grande depressão. Não conseguia  pôr os pés no local de trabalho.

A medicação que me foi receitada não era a mais indicada, o que constatamos mais tarde. Estava sempre muito tonta e trémula... não via bem ... sempre com dores de cabeça muito fortes ... incapaz de fazer qualquer coisa sozinha.

Sentia que estava a ficar louca e pedia tanto a Nossa Senhora que me ajudasse! Que continuasse a ser aquela que sempre fui ... segura de mim própria. E como não melhorava fui levada a outro médico. Não imaginam o quanto eu sofria porque não conseguia pensar... não via mesmo nada bem e tinha fortes tonturas e dores de cabeça!

 E havia momentos em que não conseguia ter-me nas pernas. E como me era difícil sair de um lado para o outro com tanto sofrimento e até ir a outro médico, eu dizia para comigo: “Jesus que fiz eu, sinto-me tão triste, ajuda-me! Dá-me forças para ir a outro médico para melhorar! Dá-me forças para conseguir encarar com outras pessoas, para entrar em minha própria casa, para não ter estas dores de cabeça fortes, o peso de ferro na cabeça, para conseguir pensar como todas as outras pessoas! Jesus, ajuda-me!

E consegui com a ajuda de minha filha e do meu marido ir a outro médico, que me receitou uma nova medicação, pensando eu que iria melhorar. Tanto que chorei junto dele e de meu marido. Eu queria tanto melhorar.

Fui para casa da minha mãe noutra terra, para poder recuperar melhor. Talvez ali eu melhorasse pensava eu, sempre com as lágrimas nos olhos e com o sofrimento atroz de peso horrível que sentia na cabeça. Pedia tanto a Nossa Senhora que me ajudasse . Fomos comprar a nova medicação. Mal cheguei junto de minha mãe, comecei a gritar e chorava. Estou tão doente ...estou tão doente... tenho um peso enorme na cabeça, ajudem-me.

Comecei logo a tomar a medicação e o peso na cabeça passou-me. Ainda com alguma dificuldade ia telefonando ao médico às 4as. feiras para me acompanhar e eu afirmava que não conseguia andar na terra onde moro como andava na terra de minha mãe.

Rezava muito a Nossa Senhora para me ajudar. No trabalho, tinha metido mais um atestado médico até 15/10/2003 e eu queria tanto melhorar até essa data e ir trabalhar! Faço anos em 30/09.

O meu marido e filha telefonavam-me sempre e quando vinham visitar-me, via-se-lhes as lágrimas nos olhos, eu ficava muito triste. O meu aniversário calhou numa 4ª feira e na 6ª feira o meu marido veio ter comigo e disse-me: “Olha queres ir amanhã ao Escorial visitar a Nossa Senhora?”. Eu fiquei tão feliz e disse: “Sim, quero”. Eram 5 horas da manhã e eu tão feliz a pensar no rosto lindo de Nossa Senhora do Escorial que me iria curar. Todo o caminho pensava: “Ela vai-me curar! (...) Ela vai-me curar...” Ia com uma ansiedade louca de chegar junto Dela!

Quando chegamos ao Escorial, comemos qualquer coisa na relva, porque ali não há mesas e estava desejosa de ir ver Nossa Senhora a sair na Procissão. Eu queria vê-la, eu queria tocá-la. E não é que conseguimos mesmo chegar perto dela e eu comecei a chorar, dizendo: “Nossa Senhora, ajuda-me... Ajuda-me...”

 

Queria tocar-lhe, não o consegui, mas levantei as mãos na sua direcção. Eu via o seu olhar dirigir-se-me. Senti que Ela me olhava e que me iria curar. Eu senti, Nossa Senhora, o teu perfume a rosas junto de mim. Eu senti que me rodeavas com o teu amor e que me irias curar. Comecei a sentir uma vontade enorme de A seguir o que fiz na Procissão.

Depois rezamos o santo terço (já tinha forças para o rezar). Ela deu-me forças. Fui junto ao tanque daquela água com que me molhei completamente e dizia constantemente: “Nossa Senhora, cura-me...”, “Nossa Senhora cura-me”.  Molhei-me toda com aquela água. Não me importei de ficar com as roupas, corpo e a cabeça todos molhados e implorava chorando que me curasse.

 Depois disto, senti o milagre – eu não era mais a mesma – Eu pensava de outra maneira, eu já não era a mesma de outrora. Nossa Senhora curou-me! Curou-me! Eu queria gritar ao mundo inteiro que Ela me tinha curado.

Voltei do Escorial, fui trabalhar completamente recuperada, antes porém, consultei o médico e disse-lhe: “Eu estou curada, foi um milagre de Nossa Senhora” e o médico disse-me: “Na verdade estou admiradíssimo, foi muito depressa, vai reduzir a dose que estava a tomar em duas semanas e depois já não necessita de medicação”. Após essas duas semanas, até à data de hoje que não tomo qualquer medicação para a depressão. Estou completamente curada graças a Nossa Senhora.

Regressei de novo ao Escorial, ao Prado Novo, para agradecer a Nossa Senhora. Algo me impelia para ali ir e agradecer tanto a Nossa Senhora das Dores do Escorial. Rezamos muito durante toda a viagem. Entretanto, parámos em Ciudad Rodrigo e ali fomos à Missa.  Antes havia-me aí confessado.

Senti-me tão feliz. Chegados a Prado Novo do Escorial, merendamos qualquer coisa, a ânsia era ir logo a seguir rezar a Nossa Senhora e vê-la sair na Procissão e acompanhá-la. E como eu a sentia! Tão linda que ela é! Como ela é querida!

 E o perfume constante a rosas, depois do terço, o sol começa a girar, com várias cores - rosa, azul,  violeta, verde, amarelo - e por cima de todas as nossas cabeças ficamos com uma auréola amarela, à volta de de toda a abóbada celeste surgem manchas amarelas, como sendo o manto de Nossa Senhora a cobrir-nos, a proteger-nos, a conceder-nos graças. Que paz, que alegria, depois de tudo isto. Ao fim do dia, regressamos para pernoitarmos e descansar um pouquinho. No dia seguinte, voltamos ao Prado Novo, para rezarmos a Nossa Senhora onde está uma imagem dela e a fonte de água que cura... que faz milagres, aquela que me curou. Logo de  manhãzinha era um perfume a rosas. Apesar do frio que se fazia sentir, não conseguíamos sair de junto Dela. Era como se a presença Dela ali estivesse e estava.

Depois de alguns testemunhos de pessoas presentes no local, começamos a rezar em direcção ao Sol. E eis que de repente, eu vi-A no Sol – as cores rosa, azul, violeta, e amarelo eram contínuas. E o rosto de Nossa Senhora que eu vi, por momentos girava. Tão Linda. E eu gritei: “É Nossa Senhora, é Nossa Senhora”! Eu vi o rosto dela, era o mesmo que se encontra no meu terço do Escorial. Eu pensei, como foi possível que ela me tivesse concedido a graça de A poder ver? Mas a verdade era só aquela. Eu via-A por segundos. Era Bela! Linda! Linda! A Senhora que me curou! E vai continuar a curar. Ide até lá, Ela vai curar-vos. Este é um local sagrado e “quem aqui vier receberá graças muito especiais”, diz a Senhora do Céu.

Sábado, 10 de Novembro de 2007,

Elisabete Maria Robalo de Oliveira Rodrigues